Author: Maldonado
•1/17/2010 09:00:00 AM



Tal como foi anunciado no blog da organização do evento, decorreu no domingo passado, no metro de Lisboa, o Dia sem Calças 2010, não obstante as baixas temperaturas que se faziam sentir na capital.
O No Pants Day é uma flash mob organizada a nível mundial com um objectivo puramente lúdico, mas pelo que me apercebi em várias reportagens televisivas, este ano houve maior adesão, como se pode ver aqui com mais detalhe. O de Nova Iorque foi espectacular
Gandas malucos!
No próximo ano algum dos frequentadores deste espaço estará interessado em aderir a essa iniciativa?
Author: Maldonado
•1/16/2010 07:15:00 PM


1. Até agora Obama foi o único estadista que teve tomates para impor disciplina à Banca, a qual, tanto nos EUA como na Europa, apesar das ajudas governamentais recebidas, internamente continua a comportar-se como se não existisse nenhuma crise mundial.
Cá a Banca queixa-se duma alegada intervenção abusiva do Estado e acha que mais regulamentações financeiras são despropositadas. Porém, uma coisa é certa: continua a lucrar, e não é nada pouco…
No meio disto tudo, só lamento que as poupanças dos clientes do BPN e do BPP tenham servido para financiar os caprichos e a incompetência dos gestores e administradores dos referidos bancos…





2. Cada vez mais, devido à crise, as pessoas andam descontentes com o país, mas mesmo assim não se privam de nada, continuando a consumir como se não houvesse amanhã. Basta ir-se aos centros comerciais para se constatar isso…
O mais caricato de tudo é que depois descarregam a bílis nos imigrantes e nas minorias étnicas, tornando-se assim alvo fácil da demagogia da extrema-direita. Esta, a fim de semear ódio e discórdia, utiliza um discurso emotivo que vai ao encontro da insatisfação geral da população.
Não é um discurso novo, pois denunciar os podres do país qualquer partido faz, seja de direita ou de esquerda, mas só isso não basta. Então e a ideologia que lhe está subjacente? E que tal um pouco de informação e de sentido crítico?
Isso faz-me lembrar a história dos consumidores que aderem a campanhas de telemarketing só porque ouvem a palavra “grátis” ou a frase “não paga nada”, dando-se conta mais tarde que afinal tudo não passou de lábia de vendedor de banha de cobra…
Author: Maldonado
•1/10/2010 04:00:00 PM



Recentemente tem-se comentado bastante na blogo acerca das fotos dos orgasmos de Clara Pinto Correia que estão em exposição no Centro Cultural de Cascais.
Vendo bem, não são nada demais, por isso é absurdo o tom acintoso e censório de alguns blogs, nomeadamente os de gaja, em relação às mesmas.
Nos blogs de gaja não é de estranhar, pois tudo o que tenha a ver com sexualidade, nomeadamente feminina, é sempre encarado com preconceito, pois, ao fim e ao cabo, sofrem de grandes recalcamentos.
Nos restantes blogs, alguns dos quais com crédito firmado, é incompreensível a lapidação da Clara Pinto Correia, a qual só pode ter a seguinte explicação:
Se fosse a Cátia Luísa, a boazona do 7º dto, as fotos seriam consideradas brilhantes, a ponto de servirem para contar azulejos, mas como é a Clara Pinto Correia, uma figura da intelligentsia nacional com background científico, toda a gente fica escandalizada.
Não é a primeira vez que os orgasmos são retratados na Arte, pois conceituados artistas por esse mundo fora já o fizeram há muito tempo, inclusive suscitando controvérsia. Mas como é a primeira vez que tal acontece em Portugal, e ainda por cima com uma personalidade conhecida dos Media e da Ciência, cai logo o Carmo e a Trindade…
Essa celeuma em parte é fruto da ignorância, pois na net é possível encontrar-se alguns sites dedicados a esse tema.
Porventura alguém já ouviu falar do Beautiful Agony? É o site mais famoso do género, tanto que muitos dos seus vídeos estão espalhados em inúmeros sites onde não existe censura, como o Dailymotion
Se houvesse necessidade de crítica, seria em relação a eventuais fins inconfessos da CPC e não à exposição fotográfica em si, pois a Arte e o Erotismo não podem ser quantificados nem qualificados pelo senso comum.
E para lançar ainda mais achas à fogueira, tomem lá este clip!
Author: Maldonado
•1/09/2010 10:00:00 AM
1. Oxalá que esta eleição faça com que o nosso patronato passe a ter uma visão mais realista do mercado de trabalho.
Em bom rigor o problema da baixa produtividade nacional não está na classe trabalhadora. Aliás, é um cliché obscenamente absurdo afirmar-se que os portugueses não querem trabalhar, mas sim ter um emprego. Digam lá isso aos milhares de trabalhadores precários que são diariamente explorados por patrões e empresas sem escrúpulos por este país fora…
De facto o busílis da questão reside na mentalidade dos nossos empresários, os quais, passados 35 anos do fim do ciclo do Império e de 24 de integração europeia, ainda continuam a pensar como fazendeiros das ex-colónias.
Enquanto tais azeiteiros crerem que o fortalecimento do nosso tecido empresarial se fará com baixos salários e sem qualquer investimento na formação e nas novas tecnologias, a organização do trabalho será sempre deficiente, criando assim um mercado de trabalho disfuncional.
Esquecem-se que com a globalização a Europa do Leste e a China são capazes de produzir a um ritmo vertiginoso tudo o que se consome no nosso país com uma mão-de-obra ainda mais barata e qualificada que a nossa. Ou seja, a maioria das nossas PME’s não está capacitada para enfrentar os desafios dessa nova realidade, a não ser que mude de filosofia de gestão dos seus recursos humanos e materiais.
Se continuarem com uma gritante falta de visão estratégica, iremos assistir sempre a lamentáveis casos de fuga ao fisco e à Segurança Social, falências fraudulentas, vínculos laborais precários…


2. Ontem foi aprovada na generalidade por toda a esquerda parlamentar a proposta do governo que legaliza os casamentos entre pessoas do mesmo sexo.
É um dia histórico para Portugal, pois simboliza o princípio do fim duma moralidade salazarenta que ainda permanece na nossa cultura. As forças de direita não triunfaram, apesar de todos os esforços no sentido de disseminarem o ódio homofóbico pelos Media e pela blogo.
Só os mentecaptos é que temem a mudança, por isso não é de estranhar o tom histericamente apocalíptico deste post dum dos blogs mais reaccionários da blogo portuguesa, cuja orientação ideológica é de extrema-direita, ainda que não assumida, como se poderá constatar numa pesquisa mais atenta.
A extensão do casamento civil a pessoas do mesmo sexo é uma questão de justiça a fim de que não haja cidadãos de segunda neste país. Basta de séculos de apartheid moralista judaico-cristão!
Vivemos numa sociedade laica, republicana e democrática, por isso a Igreja já se devia ter consciencializado que há muito que deixou de ser o garante da moral e dos bons costumes da nação.
A legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo será o melhor presente que o Papa irá receber quando visitar Portugal este ano…
Entretanto, como o capital não tem orientação sexual, muitas empresas já começaram a encarar esse casamento como uma nova oportunidade de negócio
Author: Maldonado
•1/02/2010 03:00:00 PM

Author: Maldonado
•12/31/2009 04:10:00 PM
Findou mais um ano…
2009 foi pródigo em acontecimentos marcantes, cujo impacto alterou significativamente o curso da política nacional e internacional.
Na minha vida pessoal vivi situações que me marcaram bastante, por isso estou mentalmente preparado para o melhor e para o pior, sempre com uma atitude serena e positiva, pois acredito que o futuro será radioso. Há que não cair no desespero…
Espero no próximo ano ter disponibilidade para continuar a postar regularmente, em quantidade e qualidade.
Aos visitantes habituais e ocasionais deste blog desejo um óptimo 2010.
Feliz Ano Novo!
Author: Maldonado
•12/23/2009 10:00:00 PM


Não sou fã da época natalícia, mas, para quem a aprecia, desejo um feliz Natal cheio de amor e carinho na companhia dos que vos são caros.
Espero que recebam muitas prendas e comam muitos doces, mas com moderação, pois o castrol não perdoa…
Author: Maldonado
•12/22/2009 12:05:00 AM



Depois da famosa polémica de Saramago, Ágora é um filme que vem mesmo a propósito, pois aborda brilhantemente um tema que é caro a qualquer mente progressista: a intolerância religiosa.
De facto Alejandro Amenábar tem demonstrado ser um realizador bastante talentoso, capaz de explorar temáticas controversas com sobriedade, convidando assim a uma profunda reflexão sobre questões sensíveis da actualidade.

1. Ágora é um épico cuja acção se situa em Alexandria, durante o declínio do Império Romano, entre o fim do séc. IV e o início do séc. V d.C., tendo como pano de fundo o conflito entre o cristianismo e a cultura helénica.
Retrata a vida de Hipátia (Rachel Weisz), prestigiada filósofa, matemática e astrónoma que leccionava na Biblioteca de Alexandria e que foi barbaramente assassinada por uma turba de fanáticos cristãos, com o beneplácito da Igreja.
Na primeira parte do filme é mostrada a escola de Hipátia, onde esta, sem qualquer distinção de credo, ensinava aos discípulos os principais fundamentos da Astronomia e da Filosofia, tornando-se assim alvo do ódio dos cristãos, que na época já eram maioritários e tinham grande influência na sociedade e na política romana.
A segunda parte expõe as tensões entre cristãos e pagãos, as quais culminaram na destruição da Biblioteca de Alexandria por parte dos primeiros, que consideravam a sabedoria clássica inimiga da doutrina da Igreja, tendo-se perdido para sempre grande parte do conhecimento da Antiguidade.
Inexoravelmente Hipátia acaba por ser envolvida nessas lutas religiosas e num trágico dilema amoroso, entre a paixão de Orestes (Oscar Isaac), ex-discípulo e Prefeito da cidade, e a de Davus (Max Minghella), escravo e cristão.

2. O filme de Alejandro Amenábar é um ousado libelo contra o fundamentalismo, pois, com a devida objectividade histórica, mostra o fanatismo dos primeiros cristãos, cuja religião passou de perseguida a perseguidora dos pagãos, e posteriormente dos judeus. Aliás, quem conhece bem a História, encontrará semelhanças entre a destruição da Biblioteca de Alexandria e a Bücherverbrennung, entre a perseguição e o massacre dos judeus de Alexandria e a Noite de Cristal, entre a prática dos Parabolani e a dos Talibans…

3. Cirilo, bispo de Alexandria (Sami Samir), o qual mais tarde foi proclamado Santo e Doutor, encarna a sede de poder e o obscurantismo, que desde sempre estiveram presentes na Igreja quando o cristianismo se tornou na religião oficial do Império Romano.
Hipátia representa a liberdade de pensamento e a emancipação feminina, princípios esses que nunca tiveram acolhimento nas religiões judaico-cristãs.
Ambas as personagens simbolizam o conflito entre a nova sociedade romana, dominada pelo cristianismo, e a antiga, regida pelo helenismo.

Quem aprecia a Antiguidade, com certeza que irá gostar imenso da super-produção histórica de Alejandro Amenábar, pois, além de ser bastante tocante, conta com um fabuloso casting europeu. Palavras para quê?
Author: Maldonado
•12/14/2009 12:00:00 AM


É como na religião: quanto pior vive um homem ou quanto mais desamparado ou mais pobre é todo um povo, mais obstinadamente ele sonha com a recompensa no paraíso!

Author: Maldonado
•12/12/2009 08:00:00 PM


Que mania que a nossa Banca tem de se armar em vítima da intervenção do Estado!
Estas infelizes declarações evidenciam uma descarada falta de hombridade da parte da Banca nacional, a qual, quando lhe convém, gosta de se demarcar da conjuntura económica global. Se fosse assim tão diferente da Banca anglo-saxónica, nunca teria sofrido os efeitos da crise internacional, logo, não teria necessitado das injecções de capital do Estado. Penso eu de que!
Além disso, se a nossa realidade bancária fosse tão diferente da dos EUA e da Grã-Bretanha, não existiriam bancos zombies, como o BPN e o BPP, os quais já receberam milhares de milhões de euros de ajudas do governo e continuam cada vez mais a afundar-se.
Esta crise mundial foi gerada pela incomensurável ganância da Banca, por isso está na hora dos bancos começarem a pagá-la.
Praticamente somos propriedade deles, os quais nos esmifram até ao tutano, pois quem não nasceu em berço de ouro, para poder ter alguma qualidade de vida, tem de necessariamente recorrer ao crédito.
Se os bancos receberam apoio a fundo perdido do Estado, é justo que este procure impedir certos abusos por parte daqueles, pois não se admite que o dinheiro dos contribuintes sirva para premiar e financiar a incompetência das mentes brilhantes que provocaram este colapso financeiro, bem como evitar que futuramente se repitam mais crises desta envergadura.
Os apologistas do neo-liberalismo que vão levar no cu, pois está mais que demonstrado que o capitalismo sem regulação é uma autêntica selvajaria!